03/07/2015

Pablo Picasso

Você desenhava com teu dedo nas minhas costas
com o mesmo descaso que desenhava na mesa do bar
círculos, espirais, iniciais de nomes aleatórios, vez ou outra um coração
e eu deitada, fingindo dormir
tentando adivinhar
que obra de arte simplista você iria fazer
na tela em branco que era minha pele nua.

E o caminho dos teus dedos
deixou uma marca
muito mais permanente
que qualquer tinta.